


Amazônicas uniu mulheridades, territórios simbólicos e poéticas afetivas de artistas visuais e plásticas influenciadas pelas culturas e visualidades do universo feminino. Neste projeto do Museu das Mulheres que avança em sua missão de valorização do protagonismo feminino da Amazônia Feminina, apresentamos nosso recorte curatorial decolonial pautado nas questões de gênero, regionalismo e diversidade com cerca de mais de 80 obras e 21 artistas do Pará, Acre e Amazonas; as quais entregam obras de gravura pintura, escultura, objeto, fotografia, performance, arte digital, videoarte e o primeiro grafite indígena manauara.
Estão presentes as artistas com obras no acervo do museu: Renata Aguiar, Lise Lobato Cristiane Martins e Keila Sankofa, seguidas por Lúcia Gomes, Elaine Arruda, Elieni Tenório Nina Matos, Diná Oliveira, Sanchris, Maria Auxiliadora Zuazo, Rita Loureiro, Bárbara Savannah, Rafaela Moreira, Auá Mendes, Wira Tini, Yaka Huni Kuin, Rita Huni Kuin, Rafaela Kennedy, Val Sampaio e Rafa Bqueer.
O conceito da exposição com base temática e histórica, tece interpretação de gêneros das obras de arte demonstrando os estilos e as temáticas predominantes nas artes de mulheres que constroem historicamente a arte produzida no Norte do Brasil. A pluralidade das temáticas e narrativas abordam o artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica-indígena-afrobrasileira, pré-história e tecnologias amazônidas, arte do afeto, biografias e ancestralidades femininas, completando-se com a História das Mulheres.
No circuito expositivo projetamos o Espaço Petrobras Amazônicas para conexão entre arte feminina, tecnologia e inovação. Com a imersão e a interatividade da realidade expandida (XR) realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) dentro do ambiente espacial do Metaverso das Mulheres, local que apresenta a continuidade da exposição da sala física para novas possibilidades de fruição na galeria virtual com óculos 3D visita em 360 graus com avatares e portais. O circuito se expande com a participação do público na obra coletiva que vai se construir ao longo da itinerância pela ativação participativa da proposta “Mensagem para a Amazônia”, espaço de registro audiovisual dos participantes sobre a importância da preservação ambiental.
Nesta exposição que parimos coletivamente afirmamos que Amazônia é o verdadeiro ventre do Brasil e do mundo. Para tanto, seguimos no reconhecimento deste território mágico, ancestral e poderoso, não apenas como motivo, tema ou suporte, mas como energia elementar da encantaria da força estética e artística das mulheres. Por fim e sempre, o título da exposição contém uma mensagem em suas três primeiras letras: AMA. Eis a palavra-símbolo de luta que “norteia” esta exposição nacional e de ligação umbilical com a nossa Amazônia Feminina tão matriarcal e brasileira.
Sissa Aneleh
Curadora, Diretora Artística e Diretora do Museu das Mulheres
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